ainda poesia




Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 20h15
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Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2013

 


ainda é habilitado concorrente na categoria poesia:

 

http://www.bn.br/portal/arquivos/pdf/LISTAHABILITADOSEINABILITADOS.pdf



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 18h20
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ainda - 3ª edição - ebook grátis

Em comeração ao primeiro ano de lançamento de ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo, surge a 3ª edição - exclusivamente em ebook, para download gratuito, legal e sem vírus, disponibilizado pelo próprio autor, como forma de agradecimento aos leitores, especialmente aos alunos e professores que participaram do projeto ainda há poesia nas escolas, oportunidade em que pudemos conversar sobre a forma e a função da poesia.

 

Basta clicar no link: 

 http://rapidshare.com/share/3DE7810D07877719F86A26F46FA8E6CB

 

 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 18h05
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Vinícius de Moraes - 100 anos

Hoje, 19 de outubro de 2.013, o poeta completaria 100 anos. 

Imperdíveis o site oficial e o especial do Estadão:

http://www.viniciusdemoraes.com.br/


http://infograficos.estadao.com.br/public/especiais/100-anos-de-vinicius/



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 20h28
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ATRIZ E DIRETORA DE CINEMA em VILHENA -XVIII SELL

Rejane Zilles participou de produções como “Cronicamente inviável”, “Chico Xavier” e “Nove crônicas para um coração aos berros”, mas se notabilizou pela produção do documentário “Walachai”

Por Fernando Henrique Araújo.

 

Além de nomes premiados da literatura, o XVIII SELL – Seminário de Estudos Linguísticos e Literários –, evento que acontece entre os dias 2 e 4 de outubro, na Universidade Federal de Rondônia (UNIR) – Campus Vilhena, contará também com a participação da atriz, diretora e produtora gaúcha Rejane Zilles, artista premiada no cinema e na televisão brasileira.

 

Gaúcha, Rejane Zilles mudou-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 1990, onde se graduou em Artes Cênicas. Iniciou sua carreira em Porto Alegre. Já participou do elenco dos filmes “Cronicamente inviável” (Versátil, 2000), “Chico Xavier” (Sony Pictures, 2010) e “Nove crônicas para um coração aos berros” (Vitrine Filmes, 2012), além de atuar em novelas como “Salve Jorge” e “A vida da gente”. Também participou da produção dos longas-metragens “Central do Brasil”, de Walter Salles; “Domésticas”, de Fernando Meireles e Nando Olival e; “O Dia da Caça”, de Alberto Graça. Hoje atua como diretora do “Festival MIMO de Cinema”, em Olinda (PE), e na televisão. No entanto, o trabalho mais importante da carreira de Rejane é o documentário Walachai, lançado em 2010 e exibido na Alemanha e na Áustria, antes da estreia nos cinemas brasileiros.

O documentário é uma espécie de continuidade do curta O Livro de Walachai (2007) – também dirigido por Rejane –, baseado nos registros do professor e agricultor João Benno Wendling, que escreveu a mão cerca de 400 páginas sobre a história deste povoado do interior do Rio Grande do Sul, localizado a 70 quilômetros de Porto Alegre, no município de Morro Reuter, lugar em que a diretora nasceu e passou toda a infância, tendo aprendido a falar português somente aos nove anos de idade, quando passou a frequentar a escola.

Walachai retrata como é a vida em um dos vários vilarejos fundados por colonizadores alemães no Sul do Brasil, em que apenas alguns de seus quase 500 habitantes falam português – comunicando-se em dialetos extintos em seu país de origem, do qual desconhecem o passado – e onde os tentáculos do mundo moderno e o fenômeno da globalização ainda não chegaram.

Fonte: http://sellunir.wix.com/sell#!notcias/c19z1



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 06h49
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Em Vilhena, o vencedor do Jabuti 2.012

Oscar Nakasato, autor de Nihonjin, Romance vencedor dos prêmios Benvirá de Literatura e Jabuti em 2.012, participará do XVIII SELL - Seminário de Literatura em Vilhena, nos dias 02 a 04 de outubro de 2.013. Para participar não precisa ser estudante ou professor, basta inscrever-se na Unir de Vilhena. 

Nihonjin é de especial interesse aos descendentes de imigrantes, porque narra de modo muito direto episódios da vida de um japonês no Brasil. Mas a grandeza literária desse romance concentra-se na voz quase onisciente do neto do protogonista, narrador que vai reconstruindo com firmeza os fatos que não viveu, como se memória e imaginação formassem única verdade.

O livro já está a venda na Livraria Café e Letras aqui em Vilhena (3322-6986). 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 06h52
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UM ÚTERO É DO TAMANHO DE UM PUNHO

No post “Bola de Cristal”, publicado aqui no blog em dezembro de 2012, eu arrisquei prever os ganhadores do Prêmio Jabuti 2013: Formas do nada, de Paulo Henriques Britto, Porventura de Antônio Cícero e Sentimental de Eucanaã Ferraz.  Os dois primeiros realmente tornaram-se finalistas do Jabuti, conforme relação publicada agora em setembro. E os três estão dentre os finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

Um  útero é do tamanho de um punho, da poeta gaúcha Angélica Freitas, também é finalista de ambos os prêmios. Seu livro anterior, Rilke Shake, foi gratuita e legalmente disponibilizado para Download  :

http://www.mediafire.com/download/9nhaj3ug8sbr9bl/Rilke_Shake.pdf

 

 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 06h16
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I Concurso ainda há poesia – Resultado Final

Agradeço a generosidade de todos os concorrentes, que se dispuseram a participar do concurso com grande empenho. Houve candidatos de todo o Brasil, alguns da África, outros de Portugal e uma candidata do Japão. Recebi poemas em forma livre, sonetos, haicais e poemas concretos. Houve poesia erótica e poesia engajada, sobretudo tratando das recentes manifestações populares no Brasil. Outros tiveram a atenção de compor especialmente para o concurso. Muito obrigado a todos.

Os finalistas, especialmente os vencedores, estão de parabéns! Foram selecionados dentre 353 concorrentes! Isso pode ser um estímulo para prosseguir escrevendo. Mas tenho grande esperança de que os demais concorrentes não se sintam desmotivados. Sem falta modéstia, tenho experiência em julgar, o que aliás decorre do meu ofício. Para quem não sabe, sou Juiz de Direito. Mas reconheço que os julgamentos estéticos, inclusive os de poesia, são especialmente delicados. Diariamente “julgo” poesia na qualidade de leitor, estudioso de poesia e poeta. Uma simples cesura do verso é absolutamente relevante. E por isso quero concluir dizendo a todos os concorrentes que, ao final de tudo, o que mais importa é a opinião que cada poeta tem de sua própria obra. Ninguém pode substituir essa voz individual que vai se aprimorando com a vivência, com a prática, com a leitura de poesia, contemplação de outras formas artísticas e, quem sabe, com o estudo da teoria literária. Vamos continuar escrevendo...   



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h56
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Sem direcionar a leitura das obras, eu gostaria de enfatizar algumas qualidades dos poemas vencedores.

Em Lágrimas, Sheila Farias conseguiu impor múltiplos significados em apenas 08 sílabas poéticas: rios e risos são construídos e desconstruídos simultânea ou alternativamente. Por exemplo, as lágrimas que constroem rios, desconstroem risos. E as lágrimas de felicidade, constroem os risos, tudo incluído no ciclo da água.

A insônia ordinariamente causa tédio, às vezes surto criativo. Mas a Insônia de Valquíria Cardarelli revela uma espera tensa, palavra que se relaciona, por aliteração, a toda, eterna e teia. Disso pode decorrer que a espera tensa revela iminência de algo, feito a da aranha esperando a presa em sua teia armada, vale dizer: tensa. E na espera inerte (observando a aranha), a consciência de que as coisas deslizam (como a aranha) a um resultado fatídico (embora ignorado), que virá com o romper do dia.

LIELE, de Cleonice Rufato Grabner, é diferente. Nele há uma narrativa - o que é menos comum em poesia – na qual o eu-lírico desdobra-se em duas vozes. Sim, porque Liele fala numa sintaxe muito peculiar e dialoga com a “narradora”. A divergência entre as vozes evidencia-se também na preponderância alternada entre os mesmos elementos : “O Rio da casa de Liele” e a “Minha casa não tem rio!” O rio é integrado pela casa ou a casa faz parte do rio? A importância de ter um rio em casa ou perto de casa é enfatizada através de assonâncias e aliterações vinculando as palavras que sintaticamente também se relacionaram ao rio: casa, graça, divaga e garça. Ao final, a conclusão de que “Sem Liele” (e sua concepção de mundo) “Rio triste”: verso prenhe porque rio pode ser verbo ou substantivo e, por consequência, triste seria advérbio ou adjetivo. Logo, a “narradora” ri tristemente, com tristeza (rio triste) e/ou o rio sem Liele é triste (rio triste) !   



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h53
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1º lugar:

 

LIELE

 

Liele é diferente

dum lugar especial

Puro paraíso

O Rio da casa de Liele:

Guaporé

Liele pergunta

Seu Rio tem casa?

Liele não entende casa sem Rio

Minha casa não tem rio! Digo

Liele encabula

Casa sem Rio, eheh, casa sem Rio!

Não tem Rio?

Só casa?

Sem Rio, que graça?

Casa sem Rio.

Liele olha e divaga

Vejo uma garça

Sem Liele

Rio triste.

 

                                                Cleonice A. Rufato Grabner



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h51
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2º lugar:

Insônia

 

eu espero

o dia

tensa

observando a aranha

toda negra

deslizando

eterna

na teia


   Valquíria Cardarelli



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h48
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3º lugar

Lágrimas

(Des)
construindo
ri(s)os

Sheila Felipe Farias



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h46
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Concurso ainda há poesia  

 

Os  11 finalistas ( por ordem alfabética de título)

 

Dentre eles selecionarei os três vencedores. Amanhã o resultado final.

 

Esperas – Elias Antunes

Insônia – Valquíria Cardarelli

Jantar no Clube Comercial – Diego Saldanha

Lágrimas – Sheila Felipe Farias

Liele – Cleonice A. Rufato Grabner

O Espetáculo – Lanio

Pensei em te dizer – Rafael Cal

Rima com Tubaína – (A)tormentos singulares

Solidão contra cinza – Lucas Montenegro de Sousa

Sonhos de Kurosawa -  Flávio Machado

TINTO – Karline Batista



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 06h55
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Concurso ainda há poesia – julgamento

Interessante e difícil. Assim tem sido selecionar os vencedores dentre os 353 poemas inscritos. Interessante porque há muita variedade de formas e, digamos “temas”. As poesias que chamarei de líricas preponderam, aquelas que tratam do amor e dos seus arredores, especialmente saudade e solidão. Há também obras metalinguísticas nas quais o poetas escreveram sobre escrever.  A forma livre, sem metrificação e ausente de rimas foi a preferida. Mas houve sonetos inscritos. Admiti-os, acreditando que foram compostos em 07 versos e que os outros 07 foram necessários para expressar o silêncio, conforme admitido pelo edital.

 

A dificuldade consiste no próprio julgamento, com a leitura de todas as poesias pelo menos 03 vezes: a primeira no recebimento do email, a segunda em uma seleção prévia e a terceira para “repescagem” de alguns poemas não classificados, com o objetivo de evitar injustiças.  Encerrada essa fase consegui selecionar 30 poemas, que agrupei sob o título de classificados. Deles pretendi selecionar 10 finalistas. Porém em muitas releituras não consegui reduzir a lista, que teimava em ter 11 poemas. Por isso agora trabalho na apuração dos 03 vencedores.  No edital constou apenas um vencedor, mas considerando a grande quantidade de concorrentes, e acolhendo sugestão de alguns inscritos, resolvi classificar os primeiros em ordem decrescente, sendo que o grande vencedor receberá os livros prometidos. Os demais receberão certificados, conforme me pediram. Os 03 serão publicados aqui no blog. Amanhã  divulgarei a lista dos 11 finalistas.  



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 06h56
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A distância é igual ao tempo

(multiplicado pela velocidade)

 

placidamente

eu-criança-e-meu-pai medíamos

metros, medos, segundos

um-elefante, dois-elefantes, três- em que

o raio raivejava 

da vidraça

 

          aos ouvidos.

 

Vinícius, autor de ainda



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 06h35
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Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 00h01
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Concurso ainda há poesia !

Resultado

Tenho recebido emails e comentários indagando a data precisa da divulgação do resultado do I Concurso ainda há poesia !  O blog tem andado parado, como vocês percebem. Tudo decorrente do grande acúmulo de trabalho no meu regresso de férias. Mas estou retomando a frequência da postagens; os poemas estão sendo selecionados. Foram quase 400 inscritos, o que impõe um trabalho dedicado de escolha, com total respeito aos participantes. Espero divulgar o resultado até o final do mês de agosto. Falta pouco! 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 00h00
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Concurso ainda há poesia !

inscrições encerradas

Foram enviadas 353 poesias. Muitas de todo o Brasil, algumas de Portugal e do continente africano e duas do Japão!  Agradeço a participação de todos. Comecei a fazer a seleção dos vencedores. O resultado será divulgado em agosto, aqui no blog. Acompanhe. 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 06h38
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Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 18h58
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H

 

BEIJO

3.

Durante o velório beijei sua testa várias vezes, o rosto molhado de lágrimas, mas sem desespero nem a fixação do teatro do século XVII pelo falso cadáver que desperta. Antes de ser fechado o caixão, dei-lhe ainda um beijo na testa e sussurrei-lhe: "Este é o último, viu? Muito obrigado pela paciência. Te amo." E beijei a lona.

 

(do livro Monodrama - Carlito Azevedo, editora 7 Letras, 2009)



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 22h30
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Simpósio de Literatura em Vilhena

Simpósio de Literatura Contemporânea em Vilhena

4º SILIC de 21 a 24 de agosto de 2.013

 

Luiz Costa Lima, Marcos Siscar, Evando Nascimento, Marcio Renato Pinheiro da Silva entre outros grandes estudiosos: www.silic.com.br



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 08h06
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Oficina de poesia

Aprenda a escrever poesia (!)

Oficina on line

Muitos duvidam que o fazer artístico possa ser ensinado. A habilidade manual de um desenhista e a redação impecável de um escritor, por exemplo, não conferem às respectivas produções o status de obra de arte. Mas são pressupostos para o domínio da técnica que, modulada, poderá resultar em arte. Por isso as denominadas oficinas literárias podem ser úteis à formação de um autor. Bem ministradas aguçam a percepção do aprendiz e estimulam a auto-crítica. Dessa natureza são as oficinas literárias disponibilizadas por escrito e gratuitamente no site do Portal Literal, nos gêneros contos e poesia:

Portal Literal - Revista 1 -  Oficina de contos, ministrada por José Castello:

http://issuu.com/revista_portal_literal_2012/docs/revista_literal_n._01?e=6299559/2867058

 

Portal Literal - Revista 2 -  Oficina de poesia, ministrada por Carlito Azevedo:

http://issuu.com/revista_portal_literal_2012/docs/revista_literal_n._02?e=6299559/3307101



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h28
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ainda no jabuti

ainda

livro de poesias de Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral é admitido como concorrente ao prêmio Jabuti 2013: http://www.premiojabuti.com.br/



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h33
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concurso até 30-07-13

Concurso ainda há poesia

Inscrições abertas até 30-07-2013

 

Diversos sites divulgaram este concurso, o que foi providencial. Mas em alguns deles constou que as inscrições terminariam em 30 de junho. Conforme edital as inscrições continuarão até 30 de julho. O resultado será divulgado no começo de agosto. Veja as regras nos posts abaixo. Já recebi muitos poemas do Brasil, alguns de Portugal, outros de países africanos de Língua Portuguesa e um do Japão! Mande o seu para o email aindapoesia@uol.com.br 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 18h04
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ainda na Livraria Cultura

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Home » Livro » Descrição » AINDA

AINDA

Formato: Livro

Autor: CABRAL, VINICIUS BOVO DE ALBUQUERQUE

Idioma: PORTUGUES

Editora: SCORTECCI EDITORA

Assunto: LITERATURA BRASILEIRA - POESIA

R$ 25,00

ou em até 3x de R$ 8,33
sem juros no cartão de crédito


ou até 6x R$ 4,17 sem juros com cartão Livraria Cultura Itaucard e ainda ganhe 250 pontos no programa +cultura.


Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 20h57
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Proesia- Galáxias - audiobook?

PROESIA

Através desse neologismo Caetano Veloso classificou Galáxias de Haroldo de Campos, obra ímpar, em que prepondera a poesia sem versos, mesclada, às vezes, por um conteúdo narrativo. A natureza híbrida persiste na apresentação. Não se trata de um audiobook; é mais interessante: um livro numa edição primorosa (com a íntegra de um texto por página) acompanhado de um cd no qual registrada a leitura do próprio autor para alguns dos poemas selecionados.  Ouça Começo lido por Haroldo  e Circuladô de fulô, musicada por Caetano:

Começo: http://www.youtube.com/watch?v=OLGVvMtaums

 

Circuladô de fulô:  http://www.youtube.com/watch?v=pyLxQ2ohcPI



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 22h11
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Haroldo de Campos - galáxias



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h48
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Flagrante - poema de Vinícius Bovo

Flagrante

 

Esses sufocando erres contra o muro

sussurro,

consoantes surdas

 que se raspam, fabris de um sigilo:

o ruído do grafite eterniza na folha a grafia,

como se fora de granito bruto:

áspera, antes de escrita

e cinza, indício de incêndio

do que era sentimento.

 

 

 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 23h26
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Superlua

Superlua ao anoitecer deste domingo

Hoje, 23-06, é lua cheia e o satélite encontra-se no ponto mais próximo da Terra, o perigeu. A concomitância dos dois fatores causa o fenômeno da superlua, que aparentará estar 14% maior e 30% mais brilhante. Ao anoitecer, quando a lua estiver nascendo no horizonte leste, será o melhor momento para observação. 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 09h07
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LUA - poema de Vinícius Bovo

LUA

 

            Único satélite natural da Terra

            ao redor da qual completa sua translação

            em 27 dias, 07 horas e alguns minutos,

            tempo aproximadamente igual

            ao que demora para concluir

            uma volta sobre seu próprio eixo,

            exibindo, portanto,

            sempre a mesma face, denominada visível.

            Não possui luz própria, apenas reflete a do sol,

            mudando de aspecto, suas fases,

            ao ser iluminada conforme seu lugar no espaço:

            minguante, nova, crescente 


CHEIA

            oportunidade em que

            onde quer que eu esteja, melhor ficaria,

            mãos entrelaçadas com você,

            em qualquer banco de jardim.

 

 

Extraído de ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 20h16
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Ora (direis) ouvir estrelas - audiobooks

Ora (direis) ouvir estrelas

Audiobook - Os poemas na voz dos poetas

 

 

O livro, em seu formato original, continua insuperável. Pelo menos é o que penso (e escrevi num desses posts).  Mas gosto dos chamados audiobooks de poesia. Não  para escutar durante um engarrafamento, mas sobretudo pela possibilidade de conferir o ritmo que os poetas impuseram na leitura da própria obra.  Certo é que os bons poemas pedirão muitas releituras pausadas. Mas ouvi-los é especial porque realça a sonoridade da composição, algo que geralmente é ignorado pelos leitores que não leem em voz alta. Destaco os audiobooks no catálogo das grandes livrarias: Gullar e Antonio Cicero por eles mesmos; Drummond e Vinícius de Moraes, lidos por Paulo Autran e Odete Lara. E no Mercado Livre você  encontra o pai de todos: um LP de Drummond e Vinícius lendo os próprios poemas. Melhor do que isso, só a recordação da performance poética de Aguinaldo Gonçalves no lançamento de ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo. 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 23h38
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Sr. Fernando Pessoa - Guia turístico

Sr. Fernando Pessoa, guia turístico!

 

Em 1925 o poeta elaborou em inglês o guia turístico "Lisbon: What The Tourist Should See" ("Lisboa: O que o Turista Deve Ver", em tradução livre). Curiosamente a obra somente foi descoberta em 1.988, garimpada dentre os escritos do inesgotável baú deixado por Pessoa. No Brasil a Companhia das Letras editou uma versão bilíngue do guia:

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12439

Em Portugal há outras versões e adaptações, além do fascinante documentário “Os Mistérios de Lisboa”, filme de José Fonseca e Costa. É interessante constatar como muitos dos pontos turísticos citados por Fernando Pessoa em 1.925 persistem conservados quase 80 anos depois, como o elevador Santa Justa, no centro de Lisboa, de onde se pode ver o Castelo de São Jorge. Assista ao trailer do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=k4XUkDA_AFc      



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 13h36
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James Joyce e Paulo Coelho !

James Joyce e Paulo Coelho

 

Há quase um ano Paulo Coelho menosprezou Ulysses, a monumental obra de James Joyce, afirmando que toda a ação, que transcorre em apenas um dia – 16 de junho -  poderia ser resumida num tweet. Ignorou que a narrativa daquele único dia na vida de Leopold Bloom foi instrumento para que James Joyce criasse uma das obras inaugurais do modernismo, com grandes inovações e experimentalismos linguísticos. Não por acaso leitores de Ulysses – e curiosos-  comemoram o Bloomsday até hoje. Mas a proposta de Coelho foi enfrentada com bom humor por escritores brasileiros, dentre eles o desafiante, que resumiram as 900 páginas de Ulysses em um tweet. O resultado, que transcrevo abaixo, foi divulgado na Ilustríssima de 17 de agosto de 2.012.



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 11h32
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James Joyce no Twitter

JAMES JOYCE NO TWITTER

Um dia na vida de Leopold Bloom em até 140 caracteres

Dois bebuns tocam o puteiro 24h em Dublin. Então sobra pra Molly, a safada, viajar na maionese até o fim  @xicosa

Cansado da patroa que #falamuito, um professor junta uma patota alucinante e apronta a maior confusão. Hoje. Ulysses. Depois do Fantástico. @rbressane

O inferno dura um dia. Um dia que se repete. O mesmo dia errado. O paraíso dura um dia também. O mesmo dia certo. Ulisses é um dia indeciso @carpinejar

marido perambula pela cidade, esposa fala sozinha @felipevalerio

Judeu caminha por Dublin e tenta se lembrar se puxou a descarga. Come fígado. Observa mulheres.  Sua esposa pensa na vida. Sim. @xerxenesky

Aviso aos leitores de Paulo Coelho: não é a biografia de Ulysses Guimarães @MarcelinoFreire

16/06: dia interminável, com as conversas de sempre. E de noite - #WTF! - tenho que escutar minha adúltera mulher falando sozinha.@paulocoelho

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 11h29
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Bloomsday

Today is Bloomsday!



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 01h57
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A arte de lavar dinheiro


A lavagem de dinheiro é uma arte.

No pacote despachado para o aeroporto JFK em Nova York havia uma pintura sem título, no valor de 100 dólares, segundo registro da encomenda. Mas a polícia descobriu que na verdade se tratava da obra Hannibal, de Basquiat, avaliada em 8 milhões de dólares. A pintura teria sido levada para os EUA por um brasileiro acusado de estelionato. Traficantes de drogas utilizam métodos semelhantes, revelando preferência pelos quadros do pintor colombiano Botero. 



A fiscalização é quase inexistente, o que torna possível embarcar num voo comercial carregando na bagagem de mão uma fortuna representada por telas famosas, facilmente enroladas e acondicionadas no interior daqueles tubos, como se fossem simples mapas ou gravuras sem valor. E as vantagens ilícitas não se resumem ao transporte. No mercado de arte há muita especulação e negociações sigilosas, o que permite atribuir valor diferente do que realmente se pagou, facilitando a lavagem de dinheiro. Expert no assunto, o Juiz Fausto De Sanctis (que condenou o banqueiro Edemar Cid Ferreira e o traficante Juan Carlos Abadia) lançará nos EUA o livro “Money Laudering  through Art” (lavagem de dinheiro pela arte).



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 01h56
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Basquiat e Hannibal

                      

Jean-Michel Basquiat (1960-1988) no estúdio em 1.985.   À direita, Hannibal, de 1.982

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 09h51
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Poemas não se fazem com ideias

Poemas não se fazem com ideias, mas com palavras!

 

Essa afirmação teria sido a resposta do poeta Mallarmé ao pintor Degas, quando esse comentara que tinha boas ideias que, no entanto, não resultavam em poemas. Em “Historinhas de Poetas” http://www.nomuque.net/discernir/home_historinhaspoetas.html, Omar Khouri  defende ser óbvio que “palavras são entidades prenhes de ideias, mas o que Mallarmé quis dizer - é a interpretação mais plausível - é que para se fazerem poemas é preciso que ideias se corporifiquem em palavras. Que o código de domínio de Degas não era o verbal, mas o gráfico, o das linhas, formas, cores e que ele - Degas - não dizia ter ideias para quadros: ele simplesmente os fazia (e, genialmente, diga-se). Ou seja, Degas não era um poeta, no sentido de que poeta é aquele que, manipulando palavras faz delas obras de arte: os poemas. Degas era um desenhista-pintor, então, que pintasse!”  Esse um dos motivos do fascínio dos poetas pelos dicionários. Diz-se que Drummond tinha à mão, em sua escrivaninha, sete dicionários diferentes, instrumentos a que se referiu nos célebres  versos de Procura da poesia: “Penetra surdamente no reino das palavras./ Lá estão os poemas que esperam ser escritos./ Estão paralisados, mas não há desespero,/ há calma e frescura na superfície intata./ Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.” Por esses e muitos outros motivos estou me deliciando com o Dicionário Analógico da Língua Portuguesa, presente de um amigo. Os verbetes não definem ou conceituam as palavras, associam-nas pelo critério das ideias afins, o que torna muito mais rica a pesquisa.  Tome-se, por exemplo, o verbete Poesia, que vinculado a mais de 200 termos, foi inserido na classe do entendimento e justamente na divisão II, a da comunicação das ideias. Ou seja, Degas não andava tão errado assim. Talvez tenha faltado exercitar-se na linguagem muito peculiar da poesia. 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h30
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Vesperal - poema de Vinícius Bovo

Para Susi, minha namorada

 

Vesperal


Aquela semana de hotel envelhecera-o de solidão, a mais absoluta: perder-se alheio de si caminhando pelas redondezas da hipótese de viver sozinho. Sabia apenas saudade, mas incomodava conforme nos amputados, a perna ausente coçando, barômetro – as lâminas do frio.

Estava só, ou apenas. Transitoriamente recluso; livros no quarto. Mas as tardes de hotel são inabitáveis, movidas a relógio e televisão; antes e depois embaçados azuis, faz 30 anos?

A solidão instalara-se definitiva, perpetuando cada coisa exatamente onde ele as deixara. Iludia-se relembrando alcançá-la pelo telefone. Mas aquela voz, dissociada do hálito, era ausência; índice do que faltava. Sua mulher tinha pernas, olhos, movia os braços, era de seda. Revelava-se ao mundo alta e magra, raríssima: descalça com a elegância dos saltos agudos, embora flanasse confortavelmente no meio das gentes, enquanto ele constatava que jamais poderia viver sem ela e que.

 

Vinícius, autor de ainda.



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 20h16
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Ferreira Gullar jamais escreverá outro poema

Ferreira Gullar jamais escreverá outro poema

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2013/06/1291813-na-boca-dos-vizinhos.shtml

 

Na Ilustrada de ontem o poeta esclareceu que a notícia, veiculada no jornal de um bairro carioca, decorreu de um equívoco do entrevistador: “Sempre digo que meus poemas nascem do espanto, ou seja, de algo que põe diante de mim um mundo sem explicação. É essa perplexidade que me faz escrever. Pode ser que, aos 82 anos de idade, já nada mais me espante na vida”. Mas isso não significa que dessa inspiração o poema revele-se pronto. Gullar enfatiza que ao descobrir um tema novo, passa a explorá-lo por completo, o que pode demorar anos, até perceber um esgotamento do tema porque, do contrário, não daria por findo o poema. Conclui dizendo que desde o poema “Roçzeiral” vem sendo assim, embora nunca tenha passado tanto tempo sem escrever: lá se vão 03 anos e 07 meses do último poema que compôs para "Em Alguma Parte Alguma", um dos livros que você pode ganhar no concurso aqui do blog aindapoesia.blog.uol.com.br.  Enquanto isso, transcrevo os trechos que mais gosto do poema Fica o não dito por dito, egresso daquele mesmo livro:

 

o poema

antes de escrito

não é em mim

mais que um aflito

silêncio

ante a página em branco (...) 

 

e

se dito não fosse

jamais se saberia

 

por isso

é correto dizer

que o poeta

não revela

o oculto:

inventa

cria 

o que é dito

( o poema

que por um triz

não nasceria)



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h12
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Os dicionários de meu pai - Chico Buarque

OS DICIONÁRIOS DE MEU PAI

Prefácio de Chico Buarque ao Dicionário Analógico da Língua Portuguesa - ideias afins / thesaurus – Francisco Ferreira – Lexikon

Pouco antes de morrer, meu pai me chamou ao escritório e me entregou um livro de capa preta que eu nunca havia visto. Era o dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Ficava quase escondido, perto dos cinco grandes volumes do dicionário Caldas Aulete, entre outros livros de consulta que papai mantinha ao alcance da mão numa estante giratória. Isso pode te servir, foi mais ou menos o que ele então me disse, no seu falar meio grunhido. Era como se ele, cansado, me passasse um bastão que de alguma forma eu deveria levar adiante. E por um bom tempo aquele livro me ajudou no acabamento de romances e letras de canções, sem falar das horas em que eu o folheava à toa; o amor aos dicionários, para o sérvio Milorad Pavic, autor de romances-enciclopédias, é um traço infantil no caráter de um homem adulto. Palavra puxa palavra, e escarafunchar o dicionário analógico foi virando para mim um passatempo (desenfado, espairecimento, entretém, solaz, recreio, filistria). O resultado é que o livro, herdado já em estado precário, começou a se esfarelar nos meus dedos. Encostei-o na estante das relíquias ao descobrir, num sebo atrás da Sala Cecília Meireles, o mesmo dicionário em encadernação de percalina. Por dentro estava em boas condições, apesar de algumas manchas amareladas, e de trazer na folha de rosto a palavra anauê, escrita à caneta-tinteiro.

Com esse livro escrevi novas canções e romances, decifrei enigmas, fechei muitas palavras cruzadas. E ao vê-lo dar sinais de fadiga, saí de sebo em sebo pelo Rio de Janeiro para me garantir um dicionário analógico de reserva. Encontrei dois, mas não me dei por satisfeito, fiquei viciado no negócio. Dei de vasculhar livrarias país afora, só em São Paulo adquiri meia dúzia de exemplares, e ainda arrematei o último à venda na Amazon.com antes que algum aventureiro o fizesse. Eu já imaginava deter o monopólio (açambarcamento, exclusividade, hegemonia, senhorio, império) de dicionários analógicos da língua portuguesa, não fosse pelo senhor João Ubaldo Ribeiro, que ao que me consta também tem um, quiçá carcomido pelas traças (brocas, carunchos, gusanos, cupins, térmitas, cáries, lagartas-rosadas, gafanhotos, bichos-carpinteiros). A horas mortas, eu corria os olhos pela minha prateleira repleta de livros gêmeos, escolhia um a esmo e o abria a bel-prazer. Então anotava num moleskine as palavras mais preciosas, a fim de esmerar o vocabulário com que eu embasbacaria as moças e esmagaria meus rivais.

 

Hoje sou surpreendido pelo anúncio desta nova edição do dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Sinto como se invadissem minha propriedade, revirassem meus baús, espalhassem aos ventos meu tesouro. Trata-se para mim de uma terrível (funesta, nefasta, macabra, atroz, abominável, dilacerante, miseranda) notícia.



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h46
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Borboletices - poema de Vinícius Bovo


Borboletices

Ele nem pretendia alcançar a densidade do entendimento; sentir lacerava confuso demais, poroso demais, que uma coisa o resgatasse de si: um objeto-poema, úmido nas mãos, extravasado, porém, dos versos. Isto, os sentidos até as margens da página, leito em que pudesse nadar às braçadas, lentamente, fosse água espraiando-se em água, mas até o limite das bordas que se azulejassem tépidas. Estivesse assim livremente contido, líquido limpo, incolor em si, anil pelo entorno: a piscina aquecida, as luzes submersas e as asas que adejavam, memória e imagem, feito aquela menina cujos passos enlaçaram-se, azuis e voláteis, ao acaso de uma borboleta. 

Extraído de ainda, livro de poesia de Vinícius Bovo



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 19h12
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Laerte - tirinha sobre os leitores



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 18h24
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ainda no Prêmio Guavira

 

ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral foi habilitado na primeira fase do prêmio Nacional Guavira de Literatura 2013, promovido pela  Fundação de Cultura de MS: 

http://ww1.imprensaoficial.ms.gov.br/pdf/DO8445_04_06_2013.pdf



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 19h33
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Queimada urbana também é crime


Aos pequenos Neros : queimada urbana é probida o ano todo !

5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente

 

Eu ainda não consegui entender o que leva algumas pessoas a queimarem lixo urbano. Cheguei a pensar que elas creem numa espécie de purificação pelo fogo! Sim, porque é inacreditável como suportam a poluição do próprio ambiente doméstico. Repare: infelizmente é comum ver algum morador se defumando à volta da queimada que produziu. Tampouco é incomum obervar a fumaça impregnando as roupas estendidas nos varais desses pequenos Neros. A situação é grave porque tais queimadas não prejudicam apenas seus autores. Ninguém pode fazer queimadas, ainda que restritas ao limite de sua casa. Quaisquer queimadas prejudicam a vizinhança, o meio ambiente e configuram o crime previsto no art. 54 da Lei federal 9.605/98. Queimada urbana é proibida o ano todo! Participe da campanha do Ministério Público de Rondônia. Acesse os sites www.mp.ro.gov.br e www.queimadasurbanas.bmd.br

 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 18h51
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Memórias - livro de Inês Cancelier

Memórias - Inês Cancelier

Acabo de receber Memórias do meu Caminho, gentilmente autografado pela autora, a poetisa Inês Cancelier, que vive em Ouro Preto do Oeste- RO. Em verso e prosa as recordações vão ganhando especial significado quando um leitor atento passa a experimentar situações tão alheias, como a da jovem professora que em 1976 construiu no meio da mata uma cabana de folhas de paxiúba: a primeira escola do local que se tornaria a cidade de Nova União-RO.  



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 20h02
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ainda no Prêmio Portugal Telecom

Prêmio Portugal Telecom de Literatura 

ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral foi admitido como concorrente: http://www.premioportugaltelecom.com.br/votacao-juri-inicial-447-livros-concorrem-ao-premio-portugal-telecom-2013/



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h02
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Antonio Cicero ministra curso sobre poesia

Ah, se eu morasse no Rio!

 

Antonio Cicero ministra curso sobre poesia

 

 

O curso pretende investigar a natureza da poesia e a sua relação tanto com as outras artes, quanto com a filosofia; interrogar a produção poética contemporânea e reconsiderar a tradição; avaliar a experiência da modernidade e, em particular, a experiência da vanguarda; discutir as dicotomias tradicionais, tais como verso e prosa, inspiração e  trabalho, forma e conteúdo, continuidade e ruptura etc.; revisitar as formas e as técnicas de versificação; reproblematizar a relação entre poesia e letra de música e, por fim, questionar o sentido e os caminhos da poesia nos mundos da mídia e da Internet. Fonte: http://barco.art.br/o-que-e-a-poesia/

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 11h47
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220 v - especial literatura- humor

220 volts - especial literatura

Humor

Neste episódio os personagens do ator Paulo Gustavo fazem análises absurdas de autopsicofrafia e da quadra "batatinha quande nasce", concluindo que essa última trata do holocausto.  



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 19h29
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Nova poesia brasileira - download


A nova poesia brasileira vista por seus poetas

Download gratuito 


o SuplementoLiterário de Minas Gerais convidou dezenas de poetas brasileiros contemporâneos para que cada um indicasse não um livro, mas um único poema produzido por autor nascido a partir de 1960. O recorte biográfico tem o objetivo de tentar oferecer ao leitor um painel representativo do que foi produzido sobretudo nas duas últimas décadas pelas novas gerações. O desafio era duplo: escolher um poema memorável e escrever um comentário a respeito do que motivou a escolha. Responderam ao convite 54 poetas, que escolheram 52 poemas de 40 autores.

O resultado você pode conhecer baixando gratuitamente a publicação : http://www.cultura.mg.gov.br/component/content/article/205-mais-noticias/1547-edicao-especial-do-suplemento-traz-panorama-poetico

Os números anteriores, disponíveis para download gratuito, também são encontrados no site da Secretaria de Cultura de Minas Gerais: http://www.cultura.mg.gov.br/imprensa/publicacoes/suplemento-literario



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 06h48
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Edital concurso ainda há poesia

Concurso – ainda há poesia 


            Edital

 

O blog aindapoesia.blog.uol.com.br

na forma da lei, tal e qual et  ceteras

promove seu 1º concurso de poesias:

no máximo sete versos

ou em quantos silêncios couber teu poema.

E o prêmio ? Mero pretexto para escrever:

Drummond, Gullar e Vinícius: três livros ao vencedor.

Basta enviar o poema, identificando o autor, para o email

aindapoesia@uol.com.br

Inscrições até 30 de julho de 2013.

Resultado em agosto. 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h03
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Concurso ainda há poesia

Esclarecimentos  (ou parênteses)

 

Tema livre

Até 07 versos

(ou quantos outros forem necessários)

É desnecessária (mas não proibida) a utilização de pseudônimo

Inscrições até 30 de julho de 2013 : aindapoesia@uol.com.br

Basta enviar o poema no corpo do email (ou anexo)

Resultado: agosto de 2013, aqui no blog (aindapoesia.blog.uol.com.br)

O vencedor receberá os livros pelo correio (carta registrada)

 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h00
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a partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora

Em 2008 o ator e comediante Gregorio Duvivier  publicou pela editora 7 Letras seu primeiro livro de poesias, que teve segunda edição em 2011: a partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora.  Dele destaco o “Soneto para construir janelas”, abaixo reproduzido, em que há enjambement recurso poético no qual um verso não tem conteúdo sintático completo, o que o faz “cavalgar” sobre outro verso.  O tom humorístico (e melancólico) do poema, inserido dentre os “Sonetos úteis para o dia a dia”, remete ao  “Manual de instruções”, parte de "Histórias de cronópios e de famas",  de Julio Cortázar, de onde extraí “instruções para subir uma escada”, a seguir reproduzido.   

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 22h54
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INSTRUÇÕES PARA SUBIR UMA ESCADA

Julio Cortázar

Ninguém terá deixado de observar que frequentemente o chão se dobra de tal maneira que uma parte sobe em ângulo reto com o plano do chão, e logo a parte seguinte se coloca paralela a esse plano, para dar passagem a uma nova perpendicular, comportamento que se repete em espiral ou em linha quebrada até alturas extremamente variáveis. Abaixando-se e pondo a mão esquerda numa das partes verticais, e a direita na horizontal correspondente, fica-se na posse momentânea de um degrau ou escalão. Cada um desses degraus, formados, como se vê, por dois elementos, situa-se um pouco mais acima e mais adiante do anterior, princípio que dá sentido à escada, já que qualquer outra combinação produziria formas talvez mais bonitas ou pitorescas, mas incapazes de transportar as pessoas do térreo ao primeiro andar.

As escadas se sobem de frente, pois de costas ou de lado tornam-se particularmente incômodas. A atitude natural consiste em manter-se em pé, os braços dependurados sem esforço, a cabeça erguida, embora não tanto que os olhos deixem de ver os degraus imediatamente superiores ao que se está pisando, a respiração lenta e regular. Para subir uma escada começa-se por levantar aquela parte do corpo situada embaixo à direita, quase sempre envolvida em couro ou camurça, e que salvo algumas exceções cabe exatamente no degrau. Colocando no primeiro degrau essa parte, que para simplificar chamaremos de pé, recolhe-se a parte correspondente do lado esquerdo (também chamada pé, mas que não se deve confundir com o pé já mencionado), e levando-se à altura do pé faz-se que ela continue até colocá-la no segundo degrau, com o que neste descansará o pé, e no primeiro descansará o pé. (Os primeiros degraus são os mais difíceis, até se adquirir a coordenação necessária. A coincidência de nomes entre o pé e o pé torna difícil a explicação. Deve-se ter um cuidado especial em não levantar ao mesmo tempo o pé e o pé.)

Chegando dessa maneira ao segundo degrau, será suficiente repetir alternadamente os movimentos até chegar ao fim da escada. Pode-se sair dela com facilidade, com um ligeiro golpe de calcanhar que a fixa em seu lugar, do qual não se moverá até o momento da descida.

Tradução Gloria Rodríguez



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 19h06
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SONETO PARA CONSTRUIR JANELAS

                        Para Paulo Henriques Britto

 

Erguer antes de tudo uma parede-

a parede no caso é importantíssima,

pois as janelas só existem sobre

paredes, as janelas sobre nada

 

são também nada e não são sequer vistas.

Em seguida, quebrá-la até fazer 

nela um grande buraco, não maior

que a parede, pois precisamos vê-la,

 

nem menor que seus braços – as janelas

sobre as quais não se pode debruçar

não são janelas, são buracos. Pronto.

 

Ou quase: agora basta construir

um mundo do outro lado da parede,

para que possas vê-lo, emoldurado.  

 

Gregorio Duvivier



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 19h04
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Um ateu na sala de aula

 

Um amigo meu, estudante de escola pública, revelou-se indignado com o proceder de alguns professores que durante as mais variadas disciplinas transcrevem dizeres religiosos no quadro-negro.  Perguntou-me sobre a legalidade dessa manifestação, e se ele, na condição de aluno, poderia utilizar a lousa para expressar sua convicção ateísta.  Respondi que é livre a manifestação de pensamento, inclusive sobre fé ou ausência de fé religiosa.  Mas isso não permitiria que o professor utilizasse qualquer aula para expressar suas convicções religiosas uma vez que o ensino religioso é de matrícula facultativa nas escolas públicas, conforme prevê o art. 206 da Constituição Federal.  Ora, se os alunos não são obrigados a frequentar aulas de religião, tampouco poderiam ser doutrinados religiosamente durante outras disciplinas.  Mas acredito que o aluno tampouco poderia valer-se do quadro-negro, instrumento do professor, para expressar suas próprias opiniões. À lousa os alunos devem ir quando convidados pelo professor. E, evidentemente, não seria uma conduta inapropriada de um professor que concederia ao aluno permissão para também desrespeitar um espaço destinado às aulas não religiosas.  Mas a divergência torna-se ainda mais delicada quando a convicção que se quer expressar é a do ateísmo. Isso porque a maioria dos brasileiros possui crença religiosa, sobretudo Cristã. Muitos argumentariam: mas o professor simplesmente estaria propagando o bem, a palavra de Deus, que mal há nisso?  O problema não é conteúdo da mensagem, mas sim a ausência do direito de difundi-la naquela oportunidade. Note-se, aliás, que ordinariamente o professor exerce natural ascendência sobre os alunos, o que impõe o máximo cuidado na propagação de ideias. Em síntese a missão de um professor é ensinar a pensar (e não a pensar como ele).  Basta imaginar a situação inversa, a de um professor que citasse Richard Dawkins, famoso cientista ateu: “Provavelmente deus não existe; comece a aproveitar sua vida, você não precisa da religião para fazer o bem”.  A citação seria absolutamente ofensiva para alguns dos que crêem, especialmente pela grafia da palavra Deus em minúsculas. Pois é assim que meu amigo ateu garantiu se sentir diante da imposição dos dizeres religiosos: ultrajado em sua convicção. Ele tem motivos. A liberdade da maioria religiosa não é absoluta. Do contrário haveria uma ditadura da maioria, na qual as minorias divergentes não poderiam expressar seus pensamentos. Então o que fazer? Em tese seria possível obter uma decisão judicial. Mas isso, nesse caso, não parece ser razoável, sobretudo porque não esgotadas as possibilidades que decorrem da tolerância recíproca, que permitiria uma salutar discussão em sala de aula, não exatamente sobre religião, muito menos sobre a existência ou inexistência de Deus, mas sobre a coexistência da liberdade de credo, liberdade de não crer e os naturais limites da manifestação de pensamento, inclusive quanto às oportunidades adequadas: nos cultos religiosos não se leciona matemática; nas aulas de química não se deve ensinar religião. 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 20h20
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À poetisa Gigi

 

Ao encaminhar para minha sobrinha Giulia, de 9 anos um exemplar de meu livro ainda, lancei na dedicatória o seguinte desafio: “que tal fazer seus próprios poemas?” Inspirada pela leitura de outro livro, Felpo Filva, de Eva Furnari, Gigi topou a parada e compôs “Infeliz Páscoa” :




Escrito por aindapoesia - Vinícius às 15h23
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SONETO DA ALFACE

 

Na teoria do soneto geralmente são enfatizadas a métrica rígida, a distribuição das rimas e a quantidade fixa de versos - 14 -  agrupados em dois quartetos e dois tercetos (soneto italiano) ou em três quartetos e um dístico (soneto inglês).

A ausência de rimas, recurso utilizado por alguns modernos e contemporâneos, por si só não descaracteriza o soneto. Mas a métrica persiste como elemento quase imprescindível ao soneto, cujos versos costumam ser decassílabos ou alexandrinos: respectivamente 10 ou 12 sílabas poéticas. Versos menores caracterizam os sonetilhos, nos quais a medida mais comum é a das redondilhas, maior ou menor: versos de 5 e 7 sílabas poéticas.

Há, todavia, uma característica menos comentada: a comunicação completa de um pensamento. Portanto métrica, rimas e forma fixa não garantem um soneto. Tem de haver uma declaração completa; contar uma história com começo, meio e fim ou desenvolver uma tese, dividindo-a em introdução, exposição e conclusão, como neste famoso soneto de Vinícius de Moraes:

 

NÃO COMEREI DA ALFACE A VERDE PÉTALA


Não comerei da alface a verde pétala

Nem da cenoura as hóstias desbotadas

Deixarei as pastagens às manadas

E a quem mais aprouver fazer dieta.

 

Cajus hei de chupar, mangas-espadas

Talvez pouco elegantes para um poeta

Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta

Que acredita no cromo das saladas.

 

Não nasci ruminante como os bois

Nem como os coelhos, roedor; nasci

Omnívoro; dêem-me feijão com arroz

 

E um bife, e um queijo forte, e parati

E eu morrerei, feliz, do coração

De ter vivido sem comer em vão.

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 14h24
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OS MULHERES NEGRAS

 

A dupla, formada por homens brancos no final dos anos 80, se qualificava como a 3ª menor big band do mundo: Maurício Pereira no saxofone e  André Abujamra na guitarra, com background de bateria eletrônica e samplers. As composições próprias, inteligentes e bem humoradas, alimentavam-se do reggae ao jazz, do samba ao rock e, na opinião de um crítico, traziam sofisticação à música popular. Em minha adolescência assisti a shows memoráveis dos Mulheres no Largo das Andorinhas em Campinas, no circo da Unicamp e no auditório do MASP, alguns deles em companhia de meu irmão Marcus  e de nossos amigos Fernandinho e Gustavo,  o fundador do fã clube. Semana passada o documentário "Música É para Isso: Uma História dos Mulheres Negras", de Bel Bechara e Sandro Serpa foi vencedor do festival In-Edit Brasil. Assista às novas versões do revival de 2012:

Peter Gunn: http://www.youtube.com/watch?v=CRwk2JQged4

John  http://www.youtube.com/watch?v=76MRqKz2H30

“Purquá Mecê” http://www.youtube.com/watch?v=aHdaD1qgi3g

Imbarueri: http://www.youtube.com/watch?v=wBoHhvdGCLI

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 20h04
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II Simpósio de Serviço Social em Vilhena-RO

24 e 25 de maio de 2013

Informações e inscrição: www.servicosocialdevilhena.blogspot.com.br



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 06h37
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BRASIL, Norte, VILHENA, aindapoesia é um blog de VINÍCIUS BOVO DE ALBUQUERQUE CABRAL, Homem, que se não fosse Poeta seria Juiz!
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