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AINDA

Formato: Livro

Autor: CABRAL, VINICIUS BOVO DE ALBUQUERQUE

Idioma: PORTUGUES

Editora: SCORTECCI EDITORA

Assunto: LITERATURA BRASILEIRA - POESIA

R$ 25,00

ou em até 3x de R$ 8,33
sem juros no cartão de crédito


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Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 20h57
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Proesia- Galáxias - audiobook?

PROESIA

Através desse neologismo Caetano Veloso classificou Galáxias de Haroldo de Campos, obra ímpar, em que prepondera a poesia sem versos, mesclada, às vezes, por um conteúdo narrativo. A natureza híbrida persiste na apresentação. Não se trata de um audiobook; é mais interessante: um livro numa edição primorosa (com a íntegra de um texto por página) acompanhado de um cd no qual registrada a leitura do próprio autor para alguns dos poemas selecionados.  Ouça Começo lido por Haroldo  e Circuladô de fulô, musicada por Caetano:

Começo: http://www.youtube.com/watch?v=OLGVvMtaums

 

Circuladô de fulô:  http://www.youtube.com/watch?v=pyLxQ2ohcPI



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 22h11
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Haroldo de Campos - galáxias



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 21h48
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Flagrante - poema de Vinícius Bovo

Flagrante

 

Esses sufocando erres contra o muro

sussurro,

consoantes surdas

 que se raspam, fabris de um sigilo:

o ruído do grafite eterniza na folha a grafia,

como se fora de granito bruto:

áspera, antes de escrita

e cinza, indício de incêndio

do que era sentimento.

 

 

 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 23h26
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Superlua

Superlua ao anoitecer deste domingo

Hoje, 23-06, é lua cheia e o satélite encontra-se no ponto mais próximo da Terra, o perigeu. A concomitância dos dois fatores causa o fenômeno da superlua, que aparentará estar 14% maior e 30% mais brilhante. Ao anoitecer, quando a lua estiver nascendo no horizonte leste, será o melhor momento para observação. 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 09h07
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LUA - poema de Vinícius Bovo

LUA

 

            Único satélite natural da Terra

            ao redor da qual completa sua translação

            em 27 dias, 07 horas e alguns minutos,

            tempo aproximadamente igual

            ao que demora para concluir

            uma volta sobre seu próprio eixo,

            exibindo, portanto,

            sempre a mesma face, denominada visível.

            Não possui luz própria, apenas reflete a do sol,

            mudando de aspecto, suas fases,

            ao ser iluminada conforme seu lugar no espaço:

            minguante, nova, crescente 


CHEIA

            oportunidade em que

            onde quer que eu esteja, melhor ficaria,

            mãos entrelaçadas com você,

            em qualquer banco de jardim.

 

 

Extraído de ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 20h16
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Ora (direis) ouvir estrelas - audiobooks

Ora (direis) ouvir estrelas

Audiobook - Os poemas na voz dos poetas

 

 

O livro, em seu formato original, continua insuperável. Pelo menos é o que penso (e escrevi num desses posts).  Mas gosto dos chamados audiobooks de poesia. Não  para escutar durante um engarrafamento, mas sobretudo pela possibilidade de conferir o ritmo que os poetas impuseram na leitura da própria obra.  Certo é que os bons poemas pedirão muitas releituras pausadas. Mas ouvi-los é especial porque realça a sonoridade da composição, algo que geralmente é ignorado pelos leitores que não leem em voz alta. Destaco os audiobooks no catálogo das grandes livrarias: Gullar e Antonio Cicero por eles mesmos; Drummond e Vinícius de Moraes, lidos por Paulo Autran e Odete Lara. E no Mercado Livre você  encontra o pai de todos: um LP de Drummond e Vinícius lendo os próprios poemas. Melhor do que isso, só a recordação da performance poética de Aguinaldo Gonçalves no lançamento de ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo. 



Escrito por aindapoesia - Vinícius Bovo às 23h38
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Sr. Fernando Pessoa - Guia turístico

Sr. Fernando Pessoa, guia turístico!

 

Em 1925 o poeta elaborou em inglês o guia turístico "Lisbon: What The Tourist Should See" ("Lisboa: O que o Turista Deve Ver", em tradução livre). Curiosamente a obra somente foi descoberta em 1.988, garimpada dentre os escritos do inesgotável baú deixado por Pessoa. No Brasil a Companhia das Letras editou uma versão bilíngue do guia:

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12439

Em Portugal há outras versões e adaptações, além do fascinante documentário “Os Mistérios de Lisboa”, filme de José Fonseca e Costa. É interessante constatar como muitos dos pontos turísticos citados por Fernando Pessoa em 1.925 persistem conservados quase 80 anos depois, como o elevador Santa Justa, no centro de Lisboa, de onde se pode ver o Castelo de São Jorge. Assista ao trailer do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=k4XUkDA_AFc      



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 13h36
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James Joyce e Paulo Coelho !

James Joyce e Paulo Coelho

 

Há quase um ano Paulo Coelho menosprezou Ulysses, a monumental obra de James Joyce, afirmando que toda a ação, que transcorre em apenas um dia – 16 de junho -  poderia ser resumida num tweet. Ignorou que a narrativa daquele único dia na vida de Leopold Bloom foi instrumento para que James Joyce criasse uma das obras inaugurais do modernismo, com grandes inovações e experimentalismos linguísticos. Não por acaso leitores de Ulysses – e curiosos-  comemoram o Bloomsday até hoje. Mas a proposta de Coelho foi enfrentada com bom humor por escritores brasileiros, dentre eles o desafiante, que resumiram as 900 páginas de Ulysses em um tweet. O resultado, que transcrevo abaixo, foi divulgado na Ilustríssima de 17 de agosto de 2.012.



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 11h32
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James Joyce no Twitter

JAMES JOYCE NO TWITTER

Um dia na vida de Leopold Bloom em até 140 caracteres

Dois bebuns tocam o puteiro 24h em Dublin. Então sobra pra Molly, a safada, viajar na maionese até o fim  @xicosa

Cansado da patroa que #falamuito, um professor junta uma patota alucinante e apronta a maior confusão. Hoje. Ulysses. Depois do Fantástico. @rbressane

O inferno dura um dia. Um dia que se repete. O mesmo dia errado. O paraíso dura um dia também. O mesmo dia certo. Ulisses é um dia indeciso @carpinejar

marido perambula pela cidade, esposa fala sozinha @felipevalerio

Judeu caminha por Dublin e tenta se lembrar se puxou a descarga. Come fígado. Observa mulheres.  Sua esposa pensa na vida. Sim. @xerxenesky

Aviso aos leitores de Paulo Coelho: não é a biografia de Ulysses Guimarães @MarcelinoFreire

16/06: dia interminável, com as conversas de sempre. E de noite - #WTF! - tenho que escutar minha adúltera mulher falando sozinha.@paulocoelho

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 11h29
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Bloomsday

Today is Bloomsday!



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 01h57
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A arte de lavar dinheiro


A lavagem de dinheiro é uma arte.

No pacote despachado para o aeroporto JFK em Nova York havia uma pintura sem título, no valor de 100 dólares, segundo registro da encomenda. Mas a polícia descobriu que na verdade se tratava da obra Hannibal, de Basquiat, avaliada em 8 milhões de dólares. A pintura teria sido levada para os EUA por um brasileiro acusado de estelionato. Traficantes de drogas utilizam métodos semelhantes, revelando preferência pelos quadros do pintor colombiano Botero. 



A fiscalização é quase inexistente, o que torna possível embarcar num voo comercial carregando na bagagem de mão uma fortuna representada por telas famosas, facilmente enroladas e acondicionadas no interior daqueles tubos, como se fossem simples mapas ou gravuras sem valor. E as vantagens ilícitas não se resumem ao transporte. No mercado de arte há muita especulação e negociações sigilosas, o que permite atribuir valor diferente do que realmente se pagou, facilitando a lavagem de dinheiro. Expert no assunto, o Juiz Fausto De Sanctis (que condenou o banqueiro Edemar Cid Ferreira e o traficante Juan Carlos Abadia) lançará nos EUA o livro “Money Laudering  through Art” (lavagem de dinheiro pela arte).



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 01h56
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Basquiat e Hannibal

                      

Jean-Michel Basquiat (1960-1988) no estúdio em 1.985.   À direita, Hannibal, de 1.982

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 09h51
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Poemas não se fazem com ideias

Poemas não se fazem com ideias, mas com palavras!

 

Essa afirmação teria sido a resposta do poeta Mallarmé ao pintor Degas, quando esse comentara que tinha boas ideias que, no entanto, não resultavam em poemas. Em “Historinhas de Poetas” http://www.nomuque.net/discernir/home_historinhaspoetas.html, Omar Khouri  defende ser óbvio que “palavras são entidades prenhes de ideias, mas o que Mallarmé quis dizer - é a interpretação mais plausível - é que para se fazerem poemas é preciso que ideias se corporifiquem em palavras. Que o código de domínio de Degas não era o verbal, mas o gráfico, o das linhas, formas, cores e que ele - Degas - não dizia ter ideias para quadros: ele simplesmente os fazia (e, genialmente, diga-se). Ou seja, Degas não era um poeta, no sentido de que poeta é aquele que, manipulando palavras faz delas obras de arte: os poemas. Degas era um desenhista-pintor, então, que pintasse!”  Esse um dos motivos do fascínio dos poetas pelos dicionários. Diz-se que Drummond tinha à mão, em sua escrivaninha, sete dicionários diferentes, instrumentos a que se referiu nos célebres  versos de Procura da poesia: “Penetra surdamente no reino das palavras./ Lá estão os poemas que esperam ser escritos./ Estão paralisados, mas não há desespero,/ há calma e frescura na superfície intata./ Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.” Por esses e muitos outros motivos estou me deliciando com o Dicionário Analógico da Língua Portuguesa, presente de um amigo. Os verbetes não definem ou conceituam as palavras, associam-nas pelo critério das ideias afins, o que torna muito mais rica a pesquisa.  Tome-se, por exemplo, o verbete Poesia, que vinculado a mais de 200 termos, foi inserido na classe do entendimento e justamente na divisão II, a da comunicação das ideias. Ou seja, Degas não andava tão errado assim. Talvez tenha faltado exercitar-se na linguagem muito peculiar da poesia. 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h30
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Vesperal - poema de Vinícius Bovo

Para Susi, minha namorada

 

Vesperal


Aquela semana de hotel envelhecera-o de solidão, a mais absoluta: perder-se alheio de si caminhando pelas redondezas da hipótese de viver sozinho. Sabia apenas saudade, mas incomodava conforme nos amputados, a perna ausente coçando, barômetro – as lâminas do frio.

Estava só, ou apenas. Transitoriamente recluso; livros no quarto. Mas as tardes de hotel são inabitáveis, movidas a relógio e televisão; antes e depois embaçados azuis, faz 30 anos?

A solidão instalara-se definitiva, perpetuando cada coisa exatamente onde ele as deixara. Iludia-se relembrando alcançá-la pelo telefone. Mas aquela voz, dissociada do hálito, era ausência; índice do que faltava. Sua mulher tinha pernas, olhos, movia os braços, era de seda. Revelava-se ao mundo alta e magra, raríssima: descalça com a elegância dos saltos agudos, embora flanasse confortavelmente no meio das gentes, enquanto ele constatava que jamais poderia viver sem ela e que.

 

Vinícius, autor de ainda.



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 20h16
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Ferreira Gullar jamais escreverá outro poema

Ferreira Gullar jamais escreverá outro poema

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2013/06/1291813-na-boca-dos-vizinhos.shtml

 

Na Ilustrada de ontem o poeta esclareceu que a notícia, veiculada no jornal de um bairro carioca, decorreu de um equívoco do entrevistador: “Sempre digo que meus poemas nascem do espanto, ou seja, de algo que põe diante de mim um mundo sem explicação. É essa perplexidade que me faz escrever. Pode ser que, aos 82 anos de idade, já nada mais me espante na vida”. Mas isso não significa que dessa inspiração o poema revele-se pronto. Gullar enfatiza que ao descobrir um tema novo, passa a explorá-lo por completo, o que pode demorar anos, até perceber um esgotamento do tema porque, do contrário, não daria por findo o poema. Conclui dizendo que desde o poema “Roçzeiral” vem sendo assim, embora nunca tenha passado tanto tempo sem escrever: lá se vão 03 anos e 07 meses do último poema que compôs para "Em Alguma Parte Alguma", um dos livros que você pode ganhar no concurso aqui do blog aindapoesia.blog.uol.com.br.  Enquanto isso, transcrevo os trechos que mais gosto do poema Fica o não dito por dito, egresso daquele mesmo livro:

 

o poema

antes de escrito

não é em mim

mais que um aflito

silêncio

ante a página em branco (...) 

 

e

se dito não fosse

jamais se saberia

 

por isso

é correto dizer

que o poeta

não revela

o oculto:

inventa

cria 

o que é dito

( o poema

que por um triz

não nasceria)



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h12
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Os dicionários de meu pai - Chico Buarque

OS DICIONÁRIOS DE MEU PAI

Prefácio de Chico Buarque ao Dicionário Analógico da Língua Portuguesa - ideias afins / thesaurus – Francisco Ferreira – Lexikon

Pouco antes de morrer, meu pai me chamou ao escritório e me entregou um livro de capa preta que eu nunca havia visto. Era o dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Ficava quase escondido, perto dos cinco grandes volumes do dicionário Caldas Aulete, entre outros livros de consulta que papai mantinha ao alcance da mão numa estante giratória. Isso pode te servir, foi mais ou menos o que ele então me disse, no seu falar meio grunhido. Era como se ele, cansado, me passasse um bastão que de alguma forma eu deveria levar adiante. E por um bom tempo aquele livro me ajudou no acabamento de romances e letras de canções, sem falar das horas em que eu o folheava à toa; o amor aos dicionários, para o sérvio Milorad Pavic, autor de romances-enciclopédias, é um traço infantil no caráter de um homem adulto. Palavra puxa palavra, e escarafunchar o dicionário analógico foi virando para mim um passatempo (desenfado, espairecimento, entretém, solaz, recreio, filistria). O resultado é que o livro, herdado já em estado precário, começou a se esfarelar nos meus dedos. Encostei-o na estante das relíquias ao descobrir, num sebo atrás da Sala Cecília Meireles, o mesmo dicionário em encadernação de percalina. Por dentro estava em boas condições, apesar de algumas manchas amareladas, e de trazer na folha de rosto a palavra anauê, escrita à caneta-tinteiro.

Com esse livro escrevi novas canções e romances, decifrei enigmas, fechei muitas palavras cruzadas. E ao vê-lo dar sinais de fadiga, saí de sebo em sebo pelo Rio de Janeiro para me garantir um dicionário analógico de reserva. Encontrei dois, mas não me dei por satisfeito, fiquei viciado no negócio. Dei de vasculhar livrarias país afora, só em São Paulo adquiri meia dúzia de exemplares, e ainda arrematei o último à venda na Amazon.com antes que algum aventureiro o fizesse. Eu já imaginava deter o monopólio (açambarcamento, exclusividade, hegemonia, senhorio, império) de dicionários analógicos da língua portuguesa, não fosse pelo senhor João Ubaldo Ribeiro, que ao que me consta também tem um, quiçá carcomido pelas traças (brocas, carunchos, gusanos, cupins, térmitas, cáries, lagartas-rosadas, gafanhotos, bichos-carpinteiros). A horas mortas, eu corria os olhos pela minha prateleira repleta de livros gêmeos, escolhia um a esmo e o abria a bel-prazer. Então anotava num moleskine as palavras mais preciosas, a fim de esmerar o vocabulário com que eu embasbacaria as moças e esmagaria meus rivais.

 

Hoje sou surpreendido pelo anúncio desta nova edição do dicionário analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Sinto como se invadissem minha propriedade, revirassem meus baús, espalhassem aos ventos meu tesouro. Trata-se para mim de uma terrível (funesta, nefasta, macabra, atroz, abominável, dilacerante, miseranda) notícia.



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 21h46
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Borboletices - poema de Vinícius Bovo


Borboletices

Ele nem pretendia alcançar a densidade do entendimento; sentir lacerava confuso demais, poroso demais, que uma coisa o resgatasse de si: um objeto-poema, úmido nas mãos, extravasado, porém, dos versos. Isto, os sentidos até as margens da página, leito em que pudesse nadar às braçadas, lentamente, fosse água espraiando-se em água, mas até o limite das bordas que se azulejassem tépidas. Estivesse assim livremente contido, líquido limpo, incolor em si, anil pelo entorno: a piscina aquecida, as luzes submersas e as asas que adejavam, memória e imagem, feito aquela menina cujos passos enlaçaram-se, azuis e voláteis, ao acaso de uma borboleta. 

Extraído de ainda, livro de poesia de Vinícius Bovo



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 19h12
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Laerte - tirinha sobre os leitores



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 18h24
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ainda no Prêmio Guavira

 

ainda, livro de poesias de Vinícius Bovo de Albuquerque Cabral foi habilitado na primeira fase do prêmio Nacional Guavira de Literatura 2013, promovido pela  Fundação de Cultura de MS: 

http://ww1.imprensaoficial.ms.gov.br/pdf/DO8445_04_06_2013.pdf



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 19h33
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Queimada urbana também é crime


Aos pequenos Neros : queimada urbana é probida o ano todo !

5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente

 

Eu ainda não consegui entender o que leva algumas pessoas a queimarem lixo urbano. Cheguei a pensar que elas creem numa espécie de purificação pelo fogo! Sim, porque é inacreditável como suportam a poluição do próprio ambiente doméstico. Repare: infelizmente é comum ver algum morador se defumando à volta da queimada que produziu. Tampouco é incomum obervar a fumaça impregnando as roupas estendidas nos varais desses pequenos Neros. A situação é grave porque tais queimadas não prejudicam apenas seus autores. Ninguém pode fazer queimadas, ainda que restritas ao limite de sua casa. Quaisquer queimadas prejudicam a vizinhança, o meio ambiente e configuram o crime previsto no art. 54 da Lei federal 9.605/98. Queimada urbana é proibida o ano todo! Participe da campanha do Ministério Público de Rondônia. Acesse os sites www.mp.ro.gov.br e www.queimadasurbanas.bmd.br

 

 



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 18h51
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Memórias - livro de Inês Cancelier

Memórias - Inês Cancelier

Acabo de receber Memórias do meu Caminho, gentilmente autografado pela autora, a poetisa Inês Cancelier, que vive em Ouro Preto do Oeste- RO. Em verso e prosa as recordações vão ganhando especial significado quando um leitor atento passa a experimentar situações tão alheias, como a da jovem professora que em 1976 construiu no meio da mata uma cabana de folhas de paxiúba: a primeira escola do local que se tornaria a cidade de Nova União-RO.  



Escrito por aindapoesia - Vinícius às 20h02
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